Exercitando o Corpo

Neste artigo faremos uma pequena abordagem sobre as doenças crônicas mais enfrentadas pela população e mostraremos também a correlação entre a atividade física e a manutenção da saúde, ressaltando a disciplina da prática do exercício físico, promovendo a integração, motivação, melhorando e prolongando qualitativamente a vida do idoso. Junto a experiência adquirida pelo passar dos anos, o envelhecimento vem acompanhado de altos índices de algumas doenças crônicas, entre elas: Hipertensão arterial sistêmica (HAS), osteoporose, sarcopenia e diabetes tipo 2. E é com a prática da atividade física, a melhor maneira de diminuir os riscos de doenças crônicas como essas. Para ser independente funcionalmente, o idoso precisa de flexibilidade, força e resistência muscular. A habilidade motora reduzida é um dos resultados mais óbvios do processo de envelhecimento e essa redução contribui para a fragilidade do indivíduo. Esse declínio é mediado por alterações na composição corporal que levam a perdas na massa muscular (sarcopenia) e densidade mineral óssea. Autores como Tzankoff e Norris mostram que o corpo humano pode perder de 30 a 40% de sua massa muscular corporal total por volta dos 80 anos de idade, consequentemente, perda de força e mobilidade. Este quadro pode ser revertido através da prática regular de atividades de força, que podem, ainda, causar um aumento de 30 a 40% desta energia nos idosos. Estudos mostram que a atividade física é importante para a manutenção da massa óssea, pois a força mecânica proporcionada pelo exercício regular estimula a atividade osteoblástica (atividade da célula responsável pela formação da matriz óssea e da mineralização óssea). A osteoporose hoje é um dos maiores problemas da saúde pública nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Nos Estados Unidos, as fraturas por osteoporose chegam a 1,3 milhão ao ano com o custo de 14 bilhões de dólares anuais. O exercício físico também é de suma importância no tratamento de diabetes, doença considerada milenar que acompanha a humanidade até os dias de hoje. O diabetes é um distúrbio que as membranas celulares são incapazes de captarem eficientemente a glicose para dentro da célula, como resultado, os níveis sanguíneos de glicose tornam-se elevados, se a condição não for tratada. A hiperglicemia crônica causa complicações a longo prazo e está relacionada com a principal enfermidade e mortalidade do diabetes, além da perda de visão, falência renal crônica, dano aos nervos periféricos levando a perda da sensibilidade, úlcera de pé, etc. Os benefícios da prática do exercício físico melhoram o controle glicêmico e a sensibilidade à insulina, fazendo com que os diabéticos permaneçam mais distantes das complicações crônicas e de diversos fatores de risco para as doenças cardiovasculares associadas a obesidade abdominal. Um outro problema, a hipertensão arterial, presente em 70% da população idosa, é o principal fator de risco de morte entre as doenças não transmissíveis e importante problema de saúde pública, com maior prevalência no sexo feminino, na faixa etária de 70 a 90 anos. Logo, a disciplina da prática do exercício físico é ponto mais importante na prevenção de doenças e incapacidade física. Em um programa de condicionamento físico em que são respeitadas as limitações e potencialidades de cada indivíduo, os exercícios de força trazem benefícios gerais para a saúde do idoso, ou seja, melhoram a mobilidade e impedem a atrofia muscular (SANTARÉM, 2000 apud FREITAS, 2002). Para esses autores, o exercício físico de força é o mais completo dentre todas as demais formas de treinamento físico.

Otávio Augusto – Consult Fitness.