Amiga do peito!

O Movimento Outubro Rosa foi criado na década de 90 para a conscientização do câncer de mama e para divulgar informações para a prevenção, controle e tratamento. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

Dicas de Prevenção

Aproximadamente 30% dos casos de câncer de mama podem ser prevenidos, adotando hábitos de vida saudável, tais como:

não fumar

É a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago.

evite muita exposição ao sol

Exponha-se ao sol com moderação e cuidado.

O excesso pode desenvolver câncer de pele.

peso adequado

Manter um peso saudável e adequado é uma das formas mais importantes de se proteger contra o câncer.

praticar atividades físicas

Vale caminhar, dançar, correr, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar da casa ou do jardim. O importante é estar ativo e em movimento.

evite uso de hormônios sintéticos

Evite uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.

Alimentação saudável

Uma alimentação rica em alimentos ultraprocessados não é saudável! Recomendamos Ingerir alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos processados, podem prevenir o câncer. Evite consumir carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet de peru. Estes alimentos podem aumentar a chance de desenvolver o câncer.

amamentação

Se possível, amamente até os dois anos ou mais, O ato de amamentar protege as mamães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil.

evite bebidas alcólicas

Evite o consumo de bebidas alcólicas. A associação do tabaco com bebidas alcólicas é mais prejudicial ainda.

No Brasil, estimam-se que 66.280 casos novos de câncer de mama, para cada ano do triênio 2020-2022. Esse valor corresponde a um risco estimado de 61,61 casos novos a cada 100 mil mulheres.

Fatores de Risco

Não existe somente um fator de risco para o câncer de mama, no entanto a idade acima de 50 anos é considerado o mais importante (INCA, 2019).

Outros fatores que contribuem para o aumento do risco de desenvolver a doença:

Mutações dos Genes
BRCA1 e BRC2

Fatores genéticos.

Câncer de Ovário na família

Fatores hereditários.

Menopausa Tardia

Fatores da história reprodutiva e hormonal.

Obesidade

Pessoas obesas apresentam
mais propensão ao câncer.

Sedentarismo

Indivíduos que não se exercitam
ficam mais vulneráveis ao câncer.

Exposições Frequentes a Radiações Ionizantes

Exposição a Raio-X.

Primeira Menstruação
antes dos 12 anos

Início da puberdade antes dos 12 anos de idade.

Não ter tido filhos

Fatores da história reprodutiva e hormonal.

Primeira gravidez antes dos 30

Fatores da história reprodutiva e hormonal.

Parar menstruação
após os 55 anos

Menopausa - Fatores da história
reprodutiva e hormonal.

Reposição hormonal
após os 55 anos

Reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos. Fatores da história
reprodutiva e hormonal.

Uso de Anticoncepcionais

Uso de contraceptivos hormonais
(estrogênio-progesterona).

A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.

O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença.

Atenção: a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher necessariamente terá a doença.

Detecção Precoce

Importante educar a mulher e os profissionais da saúde para o reconhecimento dos sinais e sintomas suspeitos do câncer de mama, bem como do acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde. São considerados sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama e de referência urgente para a confirmação diagnóstica: 

Nódulo Mamário

Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual; Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos; e qualquer nódulo mamário de consistência endurecida, fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade.

Fluxo Papilar

Descarga papilar sanguinolenta unilateral. Apesar de causar preocupação, a grande maioria dos casos refere-se às alterações benignas.
Apenas situações de fluxos espontâneos, unilaterais de cor de água ou sangue necessitam de cirurgia.

Lesão Eczematosa

É uma condição inflamatória da pele, caracterizada por vermelhidão, prurido (coceira) e lesões eczematosas (foto).

Tumoração Palpável

Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral.

Linfonodos Axilares

Presença de Linfonodos aumentados nas Axilas.

Retração

Retração na pele da Mama.

Alteração de Forma

Mudança no formato do mamilo.

Edema Mamário

Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de
casca de laranja.

Sinais de alerta no exame de toque

É super importante o diagnóstico precoce e a informação à população feminina sobre as mudanças habituais das mamas e em diferentes momentos do ciclo de vida e os principais sinais suspeitos do câncer de mama.

É fundamental a rotina do auto exame das mamas:

Como fazer o autoexame de mama?

A orientação é que a mulher observe e palpe suas mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de aprender uma técnica de autoexame ou de seguir uma periodicidade regular e fixa, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias suspeitas. 

É necessário que a mulher seja estimulada a procurar esclarecimento e direcionamento médico, em qualquer idade, sempre que perceber alguma alteração suspeita em suas mamas.

A estratégia do diagnóstico precoce é especialmente importante em contextos de apresentação avançada do câncer de mama.

Câncer de Mama em HOMENS

Câncer de Mama no Homem

Homens também podem ter câncer de mama, pois eles têm glândulas mamárias e hormônios femininos também! Dos casos de câncer de mama, 1% é masculino, ou seja, para cada 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, 1 homem é diagnosticado. Mesmo sendo raro, é bom que o homem fique atento ao seu corpo. Geralmente, o câncer de mama surge em homens com idade acima de 60 anos e pode ser mais frequente em homens cujas famílias apresentam casos de câncer de mama (mesmo em mulheres) e câncer de ovário.

Diagnóstico

Por ser raro e não fazer parte do rol de exames preventivos do homem, geralmente os sinais são evidenciados pelo próprio homem, e quando há alguma queixa, o médico solicita exames de imagens. Portanto, o mais importante é: que cada homem preste atenção no seu corpo. Ao primeiro sinal de um caroço na mama, ou inchaço próximo do mamilo, é bom agendar um médico. O aumento da mama no homem, ou mesmo o caroço, pode ser só uma ginecomastia - o que é mais comum -, que significa um aumento totalmente benigno da glândula mamária do homem, sem risco para câncer de mama.

Tratamento

Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. Há hoje mais conhecimento sobre as variadas formas de apresentação da doença e diversas terapêuticas estão disponíveis. O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra (estadiamento) e do tipo de tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo).

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Depoimento das Beneficiárias da EVIDA

Vera

De repente algo começou a martelar na minha cabeça que eu estava com algum problema nas próteses de silicone e por isso fui atrás para investigar. Tinha um pedido de exame guardado e fui fazê-lo. No dia seguinte o pessoal da clínica me ligou pra refazer a ecografia de confirmação. A médica que me atendeu pediu pra eu ir urgente no mastologista, pois havia aparecido um nódulo na imagem. Lá no mastologista ele já fez a punção e biópsia. Nesse momento eu me senti anestesiada, mas contei pros meus filhos, pro meu irmão e eles me deram todo o apoio e carinho. Nesse meio tempo fiz uma viagem de férias e foi quando eu contei pra minha mãe e ela também me deu todo o apoio.  

Quando voltei de viagem, tive uma consulta com o Dr. Guilherme, mastologista, que com todos os exames e juntamente com a oncologista me disseram que seria feita a cirurgia primeiro e depois faria 15 sessões de radioterapia, pois o tumor tinha só 2 cm graças a deus.

Minha terapeuta disse que sou muito resiliente, pois em horas como essa consegui me centrar e acreditar numa força superior e que tudo ia dar certo, dessa forma acreditei e fiz a cirurgia, o tratamento de radioterapia e vou tomar um remédio por cinco anos, que bloqueia os hormônios progesterona e o estrógeno.

A EVIDA me deu total apoio, como sempre o atendimento foi maravilhoso. Dos meus amigos e familiares recebi todo o apoio possível, meus filhos, meus amigos, minha família me mimaram bastante. No período dei um tempo pra mim, fiquei em casa, li, assisti televisão, tirei cochilo a tarde, fiz o que estava com vontade, isso me ajudou muito, e recebi muitas visitas de familiares e amigos, que também foi de grande importância.

Quero deixar uma mensagem: Acredite sempre que tudo vai dar certo, que você é um ser de luz, que você é amado por Deus, dessa forma nada vai te derrubar, nos momentos de tristezas procure uma amiga, converse com ela, você partilhando o que está sentindo é muito importante, vai te aliviar. Um grande abraço e fiquem com Deus.”

Vera Lucia da Silva – Beneficiária da EVIDA que superou o câncer de mama.

Rosa

Em 2004, durante os exames do periódico fui à consulta com a endócrino levando todos os meus exames.

Ao olhar as imagens de minha mamografia ela notou que havia uma “mancha”, na mama direita que lhe chamou atenção. Me recomendou que procurasse uma mastologista com urgência.

Assim o fiz.

Ao examinar as imagens a mastologista recomendou a retirada do tecido para biópsia a qual diagnosticou um carcinoma lobular com atipias das células.

Não se tratava de quadrantes. A atipia das células era em todo o tecido das mamas.

Este diagnóstico me assustou muito. Confesso que a sensação era de que o mundo estava desabando em minha cabeça.

Mas a fé, o afeto e o apoio da família e dos amigos sinceros foram fundamentais para que eu tivesse força para encarar e superar as dificuldades de toda ordem.

O que não faltou também foi a disponibilidade e solidariedade dos profissionais de saúde e dos colegas do PPRS (atualmente a EVIDA), que, não mediam esforços para que todo o tratamento transcorresse de modo satisfatório.  A dedicação das Assistentes Sociais sempre disponíveis durante o expediente e também no “plantão social” trazia uma segurança e um conforto, além do apoio psicológico.

O câncer como ponto de mutação revela que você nunca está sozinho e que, entender com afeto, exercitando sempre a gratidão são os melhores medicamentos.

O importante é estar sempre atento, fazer os exames seguindo orientação dos médicos de sua confiança e acreditar que as chances de cura são grandes, desde que, os sinais de alerta sejam respeitados.”

Rosa Teles – Beneficiária da EVIDA, curada de um câncer de mama.

Rosária

Em uma plena terça-feira de 2008, recebi uma ligação da secretaria da minha médica pedindo para ir até o consultório dela, pois a Dra. precisava falar comigo. Achei estranho e solicitei ao meu marido que me acompanhasse. Chegando lá, a minha suspeita virou realidade: estava com CA de Mama!

Em poucos minutos, passou toda a minha história na minha cabeça e, quando vi, as lágrimas começaram a escorrer, porque pensei na minha filhinha que tinha apenas 4 aninhos.

O meu marido ficou muito nervoso e muito rapidamente entrou em contato com a assistente social da Eletronorte, que com muita agilidade agendou consulta e preparou tudo o que era necessário. Em poucos dias fui operada e tinha feito a mastectomia, pois se tratava de um CA extremante agressivo.

Vivenciei momentos muito tristes quando a minha filha queria colinho e eu não podia dar.

Na verdade, foram 3 meses de muitas dificuldades: eu ficava de lá pra cá, lidando com a obra e, entre outros afazeres, trabalhando o psicológico para que minha filhinha não percebesse nada do que estava acontecendo. Foi uma felicidade quando descobri que que não precisaria fazer a quimioterapia nem tão pouco a radioterapia.

Hoje vejo que sou uma pessoa privilegiada e abençoada por Deus, inclusive por contar com vários anjinhos que tenho aqui na terra: a Edith, a D’Ajuda, meu marido, minhas irmãs e toda a minha família que foram extremamente essenciais para a minha recuperação, até mesmo para que o meu estado psicológico não me derrubasse.

A insegurança e o medo do amanhã eram assustadores. Não conseguia falar a palavra CÂNCER!

Passaram-se o os anos e, numa viagem com as irmãs, especificamente em uma caminhada de turistas, nos deparamos com uma passeada “Outubro Rosa”, onde as pessoas que tiveram câncer estavam usando uma faixa “Eu Sou Uma Sobrevivente”. Então, pedimos a uma manifestante a sua faixa emprestada para tirar uma foto. A surpresa foi que, depois que ela me passou a sua faixa, vi que todos ao redor pararam para me aplaudir… Foi muita emoção ao me deparar com a realidade de que sou uma sobrevivente e, a partir daquele momento, conseguir falar a palavra CÂNCER.

Enfim, sou uma vencedora e sobrevivente!

Então, só tenho o que agradecer a Deus, à família, aos médicos e a toda a equipe do PPRS/EVIDA, que foram fundamentais para a minha vitória, além de aconselhar a todas as mulheres que façam os seus exames regularmente, pois o CÂNCER é uma doença silenciosa… Prevenir é o melhor remédio!”

Maria Rosária de Oliveira Rizzo – Vencedora e Sobrevivente do câncer de mama.

Marina

Há 06 anos, ao realizar os exames periódicos, fui diagnosticada com  câncer de mama. Esse diagnóstico causa grande impacto que repercute em todos os campos da vida, mas o apoio e carinho da família e amigos verdadeiros deixam tudo mais leve e nos dão os  nutrientes necessários para enfrentar os dias difíceis. A partir do diagnóstico pude compreender verdadeiramente o poder da solidariedade e a valorizar o trabalho discreto e incansável da equipe de assistência social da Eletronorte e da EVIDA, que atuaram com dedicação para que o procedimento cirúrgico e tratamento subsequente  estivessem à minha disposição; contar com esses serviços é um privilégio que infelizmente a maioria de nossa população não possui. A doença é uma grande lição e o aprendizado que fica é o de que não temos ideia de nossa capacidade de superação das dificuldades.  Esse aprendizado é individual, mas a lição é ensinada por uma rede de atores da família, de amigos e de anônimos sem os quais a cura não seria possível. Assim, o que nos resta é sermos gratos sempre e fazer  minimamente a nossa parte realizando os exames periódicos, pois as chances de cura são promissoras quando o câncer de mama e varias outras doenças são  detectadas no início.”

 

Marina de Carvalho Batista – É beneficiária da EVIDA e superou o câncer de mama.